
Há duas semanas atrás escrevi sobre o Noma, considerado pela Restaurant Magazine o melhor restaurante do mundo. Aí me lembrei do Le Chateaubriand, o parisiense do mucho loco Inaki Aizpitarte. Estive lá em setembro do ano passado, quando ele estava em 11º no ranking da mesma revista, hoje está em 9º.
O restaurante tem uma atmosfera tão despretensiosa que, passando em frente, você nem imagina que um lugar como esse possa estar entre os 10 melhores do mundo. Desde as instalações do bistrô ao serviço - que chega a ser meio rude às vezes - é tudo muito simples.
O Menu Degustação muda diariamente de acordo com o que há de mais fresco no mercado, são 7 pratos por 58 euros, um valor bem honesto pelo que é servido. Os vinhos estão listados em um quadro negro atrás do bar, sendo que você pode optar por uma harmonização se preferir.

Inaki, que nasceu no País Basco, aprendeu a cozinhar por acaso, quando com 26 anos foi morar em Israel e trabalhou lavando pratos em um restaurante. Nunca botou o pé em uma escola de Gastronomia.
Mesmo assim, de dentro da mini-cozinha do Le Chateaubriand, saem pratos impressionantes. Simples, como todo o resto, mas com a capacidade de valorizar o que cada ingrediente tem de melhor.
Quando soube que eu era brasileiro, o Chef, em português, perguntou: "E aí, tudo bem?".
Vejam alguns dos pratos:
Ok, vocês devem estar rindo de mim agora... Tudo bem, eu entendo. Na verdade os outros pratos eram um pouco mais substanciosos. E esse último em específico, com lulas, foi definitivamente o destaque do Menu. A lula estava perfeitamente cozida, bem macia, fora que parecia ter saído há pouco do mar.
No início desse ano o Inaki inaugurou um bar de tapas chamado Le Dauphin, que fica na mesma avenida do Chateaubriand, a Av. Parmentier.
Quem quiser conhecer, o único jeito de reservar é ligando pelo menos um mês antes. E é bom ir treinando o francês...



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