sábado, 17 de dezembro de 2011

Lua Marinha

 Fomos passar o final de semana em Garopaba e aproveitamos para conhecer o restaurante Lua Marinha, da Chef Taís Muradás. O lugar é pequeno, escondido em uma estradinha de terra que dá acesso à Lagoa de Ibiraquera, e super bem decorado em um estilo rústico. 

Nas mesinhas coloridas, velas em candelabro de garrafa ajudam a iluminar e dar charme ao ambiente. Já na cozinha, a Chef, que foi reconhecida por 5 anos consecutivos pelo Guia Quatro Rodas por sua culinária exótica, prepara suas especialidades à base de peixes e frutos do mar fresquíssimos. Os destaques da casa são as vieiras, o polvo cozido à perfeição e o camarão da lagoa.Todos os pratos servem duas pessoas e são muito caprichados. Vejam as fotos!

Para começar pedi uma Caipirinha de Caju, que apesar de não ter pedaços da fruta, como uma caipirinha deve ser, estava uma delícia!






E como não estávamos com muita fome, pulamos a entrada e fomos direto ao prato principal, que era uma Caldeirada de Frutos do Mar (a melhor que eu já comi!!), com polvo muito macio, camarão, lula, marisco, peixe. Além do arroz, pedi também uma farofinha de banana que na verdade acompanhava outro prato, mas ficou uma delícia com a caldeirada.



Depois fiquei sabendo que o prato mais pedido da casa é o Camarão com Coco e Risoto de Limão, deve ser muito bom mesmo, fica a dica para os que vão!



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Croassonho

A Croassonho inaugurou em setembro sua filial em Florianópolis, na Av. Osmar Cunha onde antigamente funcionava o restaurante Picanha do Mar. Eles oferecem uma grande variedade de croissants doces e salgados, além de pratos executivos no almoço. 

Fui lá e provei o croassonho recheado com doce de leite, muito bom!! Quentinho, crocante por fora e o doce de leite era de boa qualidade, estilo argentino / uruguaio. Já o expresso que acompanhou precisa de alguns ajustes, pouca crema e um pouco amargo demais. Nada que um bom barista não resolva!



+ infos www.croassonho.com.br 

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Uai di Minas

Fui conhecer as opções de almoço do Uai di Minas da Av. Bocaíuva. Ainda não tinha visitado o lugar, mas já havia provado o pão de queijo deles, ou melhor, o "trem di queijo", muito bom!

Para quem gosta de almoçar uma comidinha simples e bem feita, por um preço modesto, o Uai di Minas é uma dica boa. Eu comi o Filé de Frango ao Pesto, que vem com uma saladinha, arroz, feijão, ovo e aipim fritos. Tudo bem que eu poderia ter escolhido algo mais mineiro, mas não me arrependi, o frango estava bem suculento e os acompanhamentos muito caprichados, com destaque para o feijão. E para beber pedi um Mate Couro, que é um refrigerante mineiro feito a partir de uma infusão de erva mate, chapéu-de-couro e guaraná. A sobremesa foi doce de leite com nozes, embrulhado em palha de milho. Tudo isso por R$20!

Aos atendentes não falta simpatia e o sotaque mineiro, que completam o clima da casa.

Vejam as fotos:

Aí é onde ficam os doces e o famoso trem di queijo. Para acompanhar você pode pedir um cafézinho coado na hora, direto no bule esmaltado.

As mesinhas do Uai de Minas ainda vazio. Cheguei para almoçar por volta das 11h15.

Eles possuem uma seleção de produtos mineiros. São cachaças, doces, temperos e até queijos. Você também pode levar o "trem di queijo" pra casa, congelado.


Saladinha de entrada


O Frango com Pesto

O Mate Couro

O doce de leite com nozes na palha de milho


Spettus

Estava curioso para conhecer a churrascaria que ganhou o prêmio de "A Melhor Carne" na edição 2011/2012 da Veja SC Comer & Beber. A Spettus nasceu em Recife e hoje possui dez casas no Brasil, sendo que duas são aqui em Santa Catarina. Em Florianópolis a Spettus fica no piso superior do Floripa Shopping, dividindo espaço com o Nikko, restaurante japonês da mesma rede. O ambiente é bonito, moderno e espaçoso, possuindo pé direito alto e um janelão que dá vista ao manguezal do João Paulo.

Ao entrar você logo se dá conta de que a proposta da casa é realmente bem diferenciada das outras churrascarias da cidade. Mas aos poucos algumas semelhanças vão aparecendo, como o barulho, o corre-corre de garçons a todo tempo e o garçom que te respinga todo quando corta a carne. Outra coisa que me chamou a atenção foi que a toalha da mesa estava toda desfiada, o que é de se estranhar em uma casa com um padrão desse. 

Apesar de eles possuírem uma carta de vinhos bem legal e uma adega de dar inveja, decidi por uma cervejinha. Pedi uma Eisenbahn, não temos. Pedi uma Devassa, não temos. Decidi pedir um chope Eisenbahn, não tinha! No fim fiquei com o chope Stella que estava muito bom mas não era o que eu queria. Segundo o maître eles haviam fechado exclusividade com a Antarctica e por isso não poderiam mais vender outras cervejas. Mas elas continuam no cardápio por quê então?

Bom, decidi começar pelas carnes antes de atacar o buffet. Essas estavam ótimas, desde a costela ao New York Steak, passando pela paleta e picanha de cordeiro. Muito saborosas, bem temperadas, excelente! Após quase me satisfazer só com as carnes, decidi dar uma olhada no buffet. O destaque foi a mesa de frios, com ostras cruas, carpaccio de salmão e de polvo (deliciosos!), saladas e outros. Os pratos quentes não me chamaram muito a atenção, experimentei a lagosta na manteiga que estava uma sola de sapato devido ao tempo que fica ali exposta no rechaud, continuando a cozinhar. A lagosta no espeto, essa sim estava ótima, macia, suculenta e defumada pelo carvão.    

A sobremesa seria sorvete no drive-thru da Amoratto, por isso pedimos a conta. Quem a trouxe foi um cara de terno que presumo ser o maître ou gerente. Ao invés de perguntar "Como estava, gostaram, faltou alguma coisa?" a única coisa dita por ele foi "Crédito ou débito?". Com isso, pagamos a conta e fomos embora.

Entre os pontos positivos e negativos, acredito que a escolha dos jurados da Veja foi sim bem feita, mas ao mesmo tempo há muitos detalhes os quais a casa precisa melhorar. De qualquer forma, vale a visita!

Valor: R$69,90 por pessoa aos domingos

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Beer O´clock


As cervejas dessa semana são da cervejaria paulista Bamberg, fundada em 2005 na cidade de Votorantim, interior de SP. O nome presta uma homenagem à cidade de Bamberg, na Alemanha, que é referência em produção de cervejas.
A primeira foi a Altbier, ou Alt, que é uma Ale da região de Dusseldorf difícil de se encontrar por aí. Apesar de ser uma Ale e ser feita com fermento Ale, a Alt é fermentada em temperatura de Lager, o que faz com que seu estilo seja muitas vezes confundido (segundo o Brejas). 
A Bamber Alt é uma cerveja bem avermelhada, não muito carbonatada, creme pouco consistente e de pouca duração. Muito agradável de se beber, um pouco amarga, não muito alcoólica e com um leve sabor de malte tostado.








A segunda foi a Rauchbier, feita com maltes defumados. É um estilo muito interessante, uma cerveja encorpada, com creme intenso e duradouro. Os aromas e sabores defumados são bem evidentes, não é tão fácil de beber, lembra um pouco café, caramelo. O Brejas fala que é o estilo ideal para harmonizar com um bom charuto. E pelo que vi a Rauchbier da Bamberg é uma cerveja muito elogiada, já ganhou 9 prêmios não só aqui no Brasil como na Europa, nos Estados Unidos e na Austrália. 






Essas são da Sweet Home (Rua São Jorge, 160). Para quem não conhece a loja ainda, recomendo dar uma passada lá. Cafés especiais, cervejas e chocolates com preços justos e bom atendimento, vale conferir!!


domingo, 16 de outubro de 2011

Ostradamus

Há tempos não íamos ao Ribeirão da Ilha, o lugar na cidade que, na minha opinião, melhor conserva a cultura açoriana. Mais tempo ainda fazia que não almoçávamos no Ostradamus, um dos restaurantes mais famosos da "Vila das Ostras". Bom, nesse domingo feio e um pouco confuso (chegou o horário de verão!) resolvemos ir ver como anda a casa do meu conterrâneo manezinho Jaime. E tenho que dizer que está tudo muito bem, obrigado! 

O Google me disse que o Jaime começou com uma lanchonete, vendendo cachorro quente, e aos poucos passou a comercializar pescados também. Daí pra frente o negócio decolou e virou o que é hoje, um sucesso que não é difícil de se notar, é só passar em frente aos domingos e ver a fila na porta. Acontece que a proposta do Ostradamus não é ser apenas mais um em meio às várias opções do Ribeirão. Desde o valet parking ao ambiente e serviço diferenciados, passando é claro pelas ostras - que são depuradas (ou filtradas) em tanques - é possível perceber que esse cara, o Jaime, sabe o que está fazendo. É um mané de visão, um dos raros. Aliás, como já falei, sou manezinho, então tenho direito de falar dos manés, sendo bem ou mal, né? 

O cardápio, em forma de pergaminho, traz várias entradas com Ostras, o carro-chefe da casa, são tantas opções que é até difícíl de escolher. Os pratos principais são todos muito atrativos, misturando ingredientes de qualidades com os pescados mais frescos. A carta de vinhos evoluiu tanto que eles estão construindo uma adega para manter as garrafas bem acondicionadas. E as opções são para todos os bolsos, você pode desembolsar mais de R$ 1 mil por uma garrafa de Krug ou provar um espumante da nossa Serra por R$58.

A cozinha continua impecável, deve ser uma das mais limpas da cidade, quem quiser é convidado a visitar e comprovar. O ambiente está muito bem decorado e a novidade, pra mim pelo menos, é o trapiche coberto e climatizado, onde pode-se comer cercado pelo mar do Ribeirão. 

O almoço, para três, com duas entradas e um prato principal (os pratos são muito bem servidos) saiu por R$189,00, com direito a caipirinhas de cachaça Intisica, de Blumenau, e suco de uva de Bento.

Depois ainda fomos comer uns doces portugueses no Tens Tempo Café, do outro lado da rua, que foi aberto no ano passado e é do Jaime também.

Esqueci de levar a câmera, então hoje vão as fotos do celular mesmo!

Caipirinha de Cachaça Intisica, muito boa!

Pastéis de Camarão

Ostra Gratinada ao Roquefort e Pêra - Achei que o Roquefort ia mascarar o sabor da ostra, mas o molho estava bem leve, muito bom!

Linguado do Marujo - purê de mandioca e shitake, gratinado na telha.

Ostras em depuração

+ infos:

Foto fachada: about.com

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

EAT!

Vídeo muito bacana feito por 3 australianos que viajaram por mais de 11 países e comeram, comeram, comeram... Nos faz pensar no quão enorme é a diversidade gastronômica mundial. Garanto que nem "O Homem que Comeu de Tudo" já comeu de tudo mesmo!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Beer O'clock

Como ontem foi "sexta-feira", essa semana teve uma edição extra da beer o'clock! Aliás, pra quem não sacou ainda, beer o'clock é uma expressão que os americanos usam para se referir ao fim do expediente, ou simplesmente à hora de beber.

Bom, ontem fui ao Didge, bar australiano na Beira Mar, e descobri que eles tem uma carta só de cervejas especiais, com uma boa variedade e por um preço honesto. Escolhi a gaúcha Coruja Extra Viva (R$21,50 - 1L). A cerveja vem em um vidro que mais parece um vasilhame de remédio ou algum produto químico. É "extra viva" porque não passa pelo processo de pasteurização, portanto a levedura continua em atividade (como no chope), provocando um estouro quando aberta.

Segundo o site Brejas, a Coruja é uma Premium American Lager. American Lager é o estilo de cerveja mais consumido no Brasil, fazem parte dele a Skol, Brahma, Antarctica, etc. E Premium são Lagers mais lupuladas e mais maltadas, apresentando mais corpo e um teor alcoólico maior. Heineken e Stella Artois são exemplos.

A Coruja Extra Viva estava com uma cor acobreada, espuma clara, densa e cremosa, muito perfumada, com aroma e sabor de pão e um toque de mel no final. Todos na mesa aprovaram, recomendo!

+ infos:

www.cervejacoruja.com.br

www.didge.com.br

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Alinea Restaurant

Renato Stumpf é o novo Subchefe da Alameda Casa Rosa, a melhor casa de eventos de Florianópolis, que tem Alex Floyd como sócio e comandante da cozinha. Bom, o Stumpf, como o chamamos, sugeriu que eu visse esse vídeo (abaixo) gravado no Alinea Restaurant, em Chicago.

O Alinea é um restaurante fantástico chefiado por Grant Achatz, conhecido por suas reconstruções e reinterpretações de pratos clássicos. E o vídeo mostra a montagem de uma sobremesa sobre a mesa, literalmente. É uma obra de arte, impressionante!



Resultado final:


Dá até pena de comer, não dá?


O Chef Grant tem outros restaurantes em Chicago, dentre eles o Next, que possui um Menu Degustação com pratos inspirados no passado e no que se pensa ser o futuro. Para comer no Next você tem que comprar um ingresso (isso mesmo, um ingresso!) através do site do restaurante, escolhendo o dia e a hora de sua reserva, sendo que se por acaso você não for, perde o dinheiro. Segundo Grant essa é uma maneira de proporcionar aos comensais uma experiência excepcional sem cobrar muito caro por isso, uma vez que o restaurante está sempre lotado e eles não perdem dinheiro com no-shows. Legal a idéia não é?

+ infos:

www.alinea-restaurant.com

www.nextrestaurant.com




Beer o'clock


Peço desculpas aos leitores pela demora em publicar novos posts. Ainda não peguei o ritmo de blogueiro, mas um dia chego lá!

Bom, em tempos de Oktoberfest em Blumenau estou intensificando minhas degustações de cervejas... A dessa sexta-feira foi a Joinvillense Opa Bier Pale Ale. As Ale, como já falei aqui, são aquelas fermentadas em uma temperatura acima das Lagers, o que resulta numa cerveja mais vigorosa e encorpada. As Pale Ale, porém, são cervejas claras, com graduação alcoólica inferior a 6%. Esse estilo foi criado para competir com as Pilsen e por isso tem essa característica mais suave.

Na minha percepção, a Opa Pale Ale estava com uma coloração que lembra Whisky, aroma bem leve de malte tostado, a espuma durou pouco e não era muito densa e o sabor é meio aguado, pouco intenso. Eu, particularmente, gosto de cervejas mais fortes no sabor, por isso a Opa Pale Ale não foi muito bem aceita.

Mas a Opa tem outros estilos de cervejas que já provei e aprovei. E o melhor de tudo é que a garrafa de 600ml está em promoção no Hippo por R$6,49!

Esse copo da foto eu comprei na fábrica da Samuel Adams em Boston. É um copo criado especialmente para eles em parceria com o MIT. Todo o design é feito para que as qualidades da cerveja possam ser apreciadas em sua plenitude. Ele é mais adequado para as Lagers, mas como as características da Pale Ale e das Lagers são próximas, resolvi testar. E deu certo, apesar de a cerveja em si não ser lá aquelas coisas... E o copo pode ser comprado na E-Store da Samuel Adams ou na própria fábrica. Aliás, quem for a Boston recomendo a visita! A degustação no final vale muito a pena, as cervejas são ótimas!


Vejam as atribuições do copo:


+ infos:

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Le Chateaubriand - Paris


Há duas semanas atrás escrevi sobre o Noma, considerado pela Restaurant Magazine o melhor restaurante do mundo. Aí me lembrei do Le Chateaubriand, o parisiense do mucho loco Inaki Aizpitarte. Estive lá em setembro do ano passado, quando ele estava em 11º no ranking da mesma revista, hoje está em 9º.

O restaurante tem uma atmosfera tão despretensiosa que, passando em frente, você nem imagina que um lugar como esse possa estar entre os 10 melhores do mundo. Desde as instalações do bistrô ao serviço - que chega a ser meio rude às vezes - é tudo muito simples.

O Menu Degustação muda diariamente de acordo com o que há de mais fresco no mercado, são 7 pratos por 58 euros, um valor bem honesto pelo que é servido. Os vinhos estão listados em um quadro negro atrás do bar, sendo que você pode optar por uma harmonização se preferir.

Inaki, que nasceu no País Basco, aprendeu a cozinhar por acaso, quando com 26 anos foi morar em Israel e trabalhou lavando pratos em um restaurante. Nunca botou o pé em uma escola de Gastronomia.
Mesmo assim, de dentro da mini-cozinha do Le Chateaubriand, saem pratos impressionantes. Simples, como todo o resto, mas com a capacidade de valorizar o que cada ingrediente tem de melhor.
Quando soube que eu era brasileiro, o Chef, em português, perguntou: "E aí, tudo bem?".


Vejam alguns dos pratos:







Ok, vocês devem estar rindo de mim agora... Tudo bem, eu entendo. Na verdade os outros pratos eram um pouco mais substanciosos. E esse último em específico, com lulas, foi definitivamente o destaque do Menu. A lula estava perfeitamente cozida, bem macia, fora que parecia ter saído há pouco do mar.

No início desse ano o Inaki inaugurou um bar de tapas chamado Le Dauphin, que fica na mesma avenida do Chateaubriand, a Av. Parmentier.

Quem quiser conhecer, o único jeito de reservar é ligando pelo menos um mês antes. E é bom ir treinando o francês...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Viva Serra

Não há dúvida de que a Serra Catarinense tem um imenso potencial turístico ainda pouco explorado. O frio é o que geralmente atrai a maioria dos turistas a essa região, entre os meses de junho e agosto. No entanto, as atrações naturais, culturais e gastronômicas estão lá o ano todo, à espera de visitantes. E é justamente isso que o festival Viva Serra quer mostrar, trazendo música, esportes e destacando os produtos e a gastronomia serrana.

O festival vem de uma parceria entre o Serra Catarinense Convention & Visitors Bureau, o Governo do Estado de SC e a RBS TV, sendo que essa primeira edição está acontecendo nos finais de semana entre 24/09 e 16/10.

Na parte gastronômica, a atração fica por conta do Chef Vitor Gomes, quem comanda o Bistrô Viva Serra. “Temos a grande missão de encantar as pessoas que prestigiarem o evento, além de valorizar e fomentar a gastronomia serrana que é tão simples e surpreendente”, diz Vitor. (clicrbs.com.br/vivaserra). No bistrô ainda há um espaço que destaca os produtos da região, além de um Café.

Para quem pensa em aproveitar o festival, o melhor é hospedar-se em Urubici. Minha dica é a Estalagem Villa da Montanha, dos queridos Sônia e Walter. São nove cabanas muito confortáveis nas encostas de uma montanha rochosa. Algumas tem até hidromassagem. E o café da manhã é fantástico, com pães fresquinhos e produtos coloniais da região. Recomendo!




+ infos:

Fotos: Clic RBS e Villa da Montanha

domingo, 2 de outubro de 2011

Buenos Aires - Aramburu


O Aramburu não parece estar entre os mais aclamados e badalados restaurantes porteños, mas foi uma das melhores surpresas de minha recente viagem a Buenos Aires. Sua localização é meio duvidosa, escondido em uma rua pouco movimentada do bairro San Telmo, dito como perigoso, ainda mais à noite. Só abrem para o jantar, e não há mais que seis mesas, sendo indispensável a reserva prévia.


O Chef, Gonzalo Aramburu, estudou na francesa Lenôtre, trabalhou em restaurantes estrelados na Europa e nos Estados Unidos, com Daniel Boulud em NY e Charlie Trotter em Chicago. Esse último foi com quem Gonzalo conheceu algumas tendências de vanguarda da cozinha - como a gastronomia molecular - delineando seu estilo atual.

A única opção é o Menú Degustação (19 pratos, 230 pesos), que muda a cada estação do ano, sempre trazendo ingredientes frescos, vários orgânicos. Para acompanhar, pedimos que fosse feita a Maridaje (185 pesos), ou harmonização de cada prato com uma bebida diferente, dentre elas Jerez, outros vinhos (argentinos, é claro) e até Whisky escocês. Infelizmente não tomei nota dos rótulos, e depois de tudo isso é difícil lembrar de alguma coisa, ainda bem que não tivemos que dirigir na volta ao hotel...

Quem for a Buenos Aires, recomendo conhecer o Aramburu! Vejam alguns dos pratos:



"Tintas" para pintar o Papel Comestível

Salada de Folhas e Micro-brotos

Coelho Selvagem com Caldo de Agrião e Maçã

Pesca Espirituosa é o nome desse, não me lembro do que era a espuma. O curioso é que esse prato foi harmonizado com Whisky!


Estando na Argentina não poderia faltar uma boa carne. Nesse caso um Mignon, de Aberdeen Angus, selado e finalizado a 60 graus.


Uma das mesas do Aramburu


Agradecimento especial ao Rafa Reyes, ou "Guada", que nos recomendou o Aramburu pois já trabalhou lá com o Chef Gonzalo. Hoje o Rafa dedica-se à hotelaria, possuindo um dos mais espetaculares hotéis boutique do Rio de Janeiro, o Rio 180. Mas esse é assunto para um próximo post.



Fotos: Clarín / Caras / Vinícius Vitorino







sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Bonitinha, mas sem conteúdo...

Confesso que fiquei animado quando, em fevereiro desse ano, descobri que Florianópolis iria ganhar uma padaria com conceito inédito, diferente de tudo que já existia na ilha. Um mix de café, bistrô e empório que realmente veio com várias novas idéias, como o ambiente diferenciado, o serviço atencioso e atendendo à todas as refeições do dia, desde o café da manhã ao happy hour e jantar.

Mas, mesmo que já aberta há quase oito meses, a La Padá ainda vai precisar trilhar um longo caminho para atingir sua missão de fornecer produtos ditos como de "qualidade superior". Os pães não chegam aos pés de outras padarias da cidade, como o Pão Italiano e o François, já aos doces, que são muito bonitos e bem apresentados, falta um ingrediente importantíssimo: o sabor. Pode ser que a apresentação deles realmente seja diferente do que vemos por aí, o que mostra a boa técnica do confeiteiro. Mas fora isso nada mais surpreende.

Provei o brownie de chocolate branco, que nunca havia experimentado em outro lugar. Esse era seco, não sendo possível sentir o gosto do chocolate. De que importa usar chocolate Valrhona - um dos melhores e mais caros na confeitaria - se não se pode sentir o gosto.

No sonho de creme, que é diferenciado por ser assado, era possível observar, no início, os pontinhos pretos da baunilha, indicando que havia no creme baunilha de verdade. Da última vez que comi já não tinha mais baunilha e o creme parecia um mingau de maizena. Isso indica falta de padronização na qualidade dos produtos, o que não poderia acontecer num lugar como esse, afinal a qualidade cai mas o preço não muda.

Já o café é um ponto muito positivo na La Padá, realmente é um dos melhores e mais bem "tirados" da cidade, tanto o expresso como os especiais. São vários os tipos de grãos, dentre eles está inclusive o Jacu Bird Coffe, que é curioso pelo fato de os grãos serem ingeridos, digeridos e expelidos por esse pássaro, o Jacu, antes de serem torrados. A produção é tão limitada que o café chega a custar R$280 o Kg.

Então, vamos tomando um cafézinho e torcendo para que o resto melhore.





Fotos: Blog La Padá e Marie Claire


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Beer o'clock

Tradicionalmente sexta-feira é dia de degustar uma boa cerveja. Nessa última, passei na Sweet Home (R. São Jorge, 160) e levei para casa dois exemplares totalmente distintos.

O primeiro foi a belga Westmalle Dubbel, feita por monges trapistas na comunidade de mesmo nome. Dubbel, segundo o site Brejas, é uma Ale em que o mestre cervejeiro adiciona o dobro de malte de uma cerveja comum. No copo percebi que ela tem um tom escuro, meio avermelhado, o sabor lembra cacau e café e a consistência é bem cremosa, muito boa cerveja! O teor alcoólico é alto, 7%.

A segunda cerveja foi a Bamberg Weizen, de Votorantim (SP), cerveja leve e refrescante, que armonizou melhor com o prato da noite (pastéis de camarão com catupiry ao forno). As cerveja de trigo apresentam uma turbidez natural, pois geralmente não são filtradas. A Bamberg estava com uma cor dourada, espuma persistente e ao beber notei o sabor frutado característico do tipo da cerveja, até meio cítrico no fim, e o amargo do lúpulo é imperceptível. Vale provar! (Só não reparem no porta-guardanapos de vaquinha! haha)

Pra quem não conhece, a Sweet Home possui uma grande variedade de cervejas, principalmente importadas, além de cafés, chocolates e outros utensílios. Eles ainda tem uma marca própria de Chop, a Craft Beer, que já tive a chance de provar na La Padá.

Sweet Home - R. São Jorge, 160. Centro.