sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Bonitinha, mas sem conteúdo...

Confesso que fiquei animado quando, em fevereiro desse ano, descobri que Florianópolis iria ganhar uma padaria com conceito inédito, diferente de tudo que já existia na ilha. Um mix de café, bistrô e empório que realmente veio com várias novas idéias, como o ambiente diferenciado, o serviço atencioso e atendendo à todas as refeições do dia, desde o café da manhã ao happy hour e jantar.

Mas, mesmo que já aberta há quase oito meses, a La Padá ainda vai precisar trilhar um longo caminho para atingir sua missão de fornecer produtos ditos como de "qualidade superior". Os pães não chegam aos pés de outras padarias da cidade, como o Pão Italiano e o François, já aos doces, que são muito bonitos e bem apresentados, falta um ingrediente importantíssimo: o sabor. Pode ser que a apresentação deles realmente seja diferente do que vemos por aí, o que mostra a boa técnica do confeiteiro. Mas fora isso nada mais surpreende.

Provei o brownie de chocolate branco, que nunca havia experimentado em outro lugar. Esse era seco, não sendo possível sentir o gosto do chocolate. De que importa usar chocolate Valrhona - um dos melhores e mais caros na confeitaria - se não se pode sentir o gosto.

No sonho de creme, que é diferenciado por ser assado, era possível observar, no início, os pontinhos pretos da baunilha, indicando que havia no creme baunilha de verdade. Da última vez que comi já não tinha mais baunilha e o creme parecia um mingau de maizena. Isso indica falta de padronização na qualidade dos produtos, o que não poderia acontecer num lugar como esse, afinal a qualidade cai mas o preço não muda.

Já o café é um ponto muito positivo na La Padá, realmente é um dos melhores e mais bem "tirados" da cidade, tanto o expresso como os especiais. São vários os tipos de grãos, dentre eles está inclusive o Jacu Bird Coffe, que é curioso pelo fato de os grãos serem ingeridos, digeridos e expelidos por esse pássaro, o Jacu, antes de serem torrados. A produção é tão limitada que o café chega a custar R$280 o Kg.

Então, vamos tomando um cafézinho e torcendo para que o resto melhore.





Fotos: Blog La Padá e Marie Claire


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Beer o'clock

Tradicionalmente sexta-feira é dia de degustar uma boa cerveja. Nessa última, passei na Sweet Home (R. São Jorge, 160) e levei para casa dois exemplares totalmente distintos.

O primeiro foi a belga Westmalle Dubbel, feita por monges trapistas na comunidade de mesmo nome. Dubbel, segundo o site Brejas, é uma Ale em que o mestre cervejeiro adiciona o dobro de malte de uma cerveja comum. No copo percebi que ela tem um tom escuro, meio avermelhado, o sabor lembra cacau e café e a consistência é bem cremosa, muito boa cerveja! O teor alcoólico é alto, 7%.

A segunda cerveja foi a Bamberg Weizen, de Votorantim (SP), cerveja leve e refrescante, que armonizou melhor com o prato da noite (pastéis de camarão com catupiry ao forno). As cerveja de trigo apresentam uma turbidez natural, pois geralmente não são filtradas. A Bamberg estava com uma cor dourada, espuma persistente e ao beber notei o sabor frutado característico do tipo da cerveja, até meio cítrico no fim, e o amargo do lúpulo é imperceptível. Vale provar! (Só não reparem no porta-guardanapos de vaquinha! haha)

Pra quem não conhece, a Sweet Home possui uma grande variedade de cervejas, principalmente importadas, além de cafés, chocolates e outros utensílios. Eles ainda tem uma marca própria de Chop, a Craft Beer, que já tive a chance de provar na La Padá.

Sweet Home - R. São Jorge, 160. Centro.



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

René Redzepi

Há dois anos seguidos a revista Restaurant Magazine elege o Noma, em Copenhagen, como sendo o melhor restaurante do mundo. Nessa mesma lista está o brasileiro D.O.M., do Chef Alex Atala, que do ano passado para esse subiu 11 posições e é atualmente o 7º melhor.

René Redzepi é o Chef do Noma e em seu Twitter (@ReneRedzepiNoma) compartilha várias coisas legais sobre o que está rolando no restaurante, fala sobre novas criações e divulga criações de outros Chefs de todo o mundo que chamam a atenção dele. Vale a pena ficar ligado no que o cara está fazendo / pensando / admirando. Afinal, se ele chegou no nº 1 não deve ser à toa.

Fuçando no YouTube achei essa entrevista em que René fala sobre suas idéias e conta um pouco da história do Noma. O Chef, que é considerado expoente da cozinha nórdica, diz que sua cozinha é baseada principalmente em ingredientes locais, sempre de acordo com a época, respeitando o meio-ambiente.



Para quem quiser conhecer o restaurante, é bom fazer os planos com antecedência, pois a lista de espera para uma reserva pode demorar quase 1 ano! www.noma.dk

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cirrus

Aberto desde 1998, o restaurante Cirrus, na Barra da Lagoa, virou referência de comida caseira de qualidade entre os habitantes do bairro, trabalhadores e até mesmo clientes de outras regiões, que aproveitam os finais de semana para saborear os famosos pastéis e o delicioso empadão servido no Buffet.

Mas não é só isso que o Cirrus tem de bom não! Almocei lá no último domingo e pude provar a Paella de Frutos do Mar, vários pratos com peixe que o proprietário Hugo compra direto dos pescadores locais, além de ótimas saladas e acompanhamentos.

Kaê, filho de Hugo, conta que o restaurante foi adquirido em 98, quando a família mudou-se da capital paulista em busca de uma melhor qualidade de vida. Quem assumiu a cozinha foi a mãe de Kaê, Mª Aparecida, que segundo o filho já cozinhava muito bem, mas teve que aprender a ter noções de quantidades servidas na montagem de um Buffet, além dos processos envolvidos na produção de comida em larga escala, muito diferente de uma produção caseira.

Hoje Mª Aparecida, que é arquiteta de formação, presta consultoria na área gastronômica e está por trás de um novo projeto do Chef Fernando “Marreco” em Urubici, na Serra Catarinense. Hugo continua à frente do Cirrus, assegurando o padrão do restaurante, que já é tradicional na Barra. Ele diz que o trabalho exige muita dedicação e insistência, principalmente no início. E que o mais importante para que a comida seja boa são ingredientes de qualidade, com os quais ele afirma não economizar.


Foto: Divulgação Cirrus

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Meat Shop

Sábado passado o dia amanheceu com sol e até um calorzinho. Estávamos com vontade de comer um churrasco e por isso passamos no Meat Shop para comprar os ingredientes. A Beth, proprietária da loja, estava viajando, por isso quem nos atendeu foi a querida Kris, irmã da Beth, que inclusive já foi minha professora de Gastronomia.

A Meat Shop, que completa dez anos esse ano, surgiu da vontade da Beth de trazer para a cidade uma seleção de carnes diferenciadas, com origem certificada, seguindo todos os cuidados de armazenamento e higiene. A loja é muito bem organizada, as carnes são todas embaladas a vácuo e expostas em refrigeradores fechados. Existe também uma linha especial de lingüiças, feitas na própria casa, com pouca gordura e muito bem temperadas. Ainda é possível encontrar alguns rótulos de cervejas, uma adega com vinhos selecionados, além de outros itens indispensáveis a qualquer churrasco, desde o carvão até o pãozinho com alho (esse feito pelo Pão Italiano).

Com a ajuda da Kris, escolhemos um Bife de Chorizo e a lingüiça de Picanha, que é novidade. Em casa, botei à prova minha habilidade de churrasqueiro, apesar de que com esses ingredientes nem é preciso muita técnica. Brasa bem quente, sal grosso na carne e só! O Bife de Chorizo, que é parte do contrafilé bovino, estava bem entremeado de gordura e ficou muito suculento. E a lingüiça de Picanha ficou uma delícia, com um sabor defumado dado pela adição de bacon.

Pra quem gosta de uma boa carne mas não quer ter trabalho, o restaurante da Meat Shop abre às quintas e sextas-feiras para o jantar e aos sábados para o almoço.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Maní

Na minha última viagem a Sampa fui ao Maní, restaurante da Fernanda Lima e dos chefs Helena Rizzo e Daniel Redondo. Os dois são casados e conheceram-se ainda na Espanha, país de origem de Daniel e onde Helena trabalhou por três anos.

A faixada simples da casa nos Jardins revela um longo corredor que dá acesso ao salão. Desse corredor vê-se a pequena cozinha envidraçada onde são criados pratos fantásticos que vêm roubando a cena gastronômica da cidade.

Nossa mesa era no jardim da casa, um ambiente romântico e muito agradável. As mesas são um pouco juntas demais, mas nada que tenha nos atrapalhado.


Pedimos o Menu Degustação, que inclui cerca de 11 pratos. Alguns deles:


Roastbeef / Bombom de Foie / Consomé de Tomate com Esfera de Queijo


Vieira com Emulsão de Aspargos e Coulis de Maracujá


A Feijoada do Maní, com esferas de feijão


O Melhor: Gnocchi de Mandioquinha com Kuso e Dashi de Tucupi


Açaí com Gelatina de Guaraná e Marshmallow de Mascavo



No final do jantar o Chef Daniel veio até nossa mesa para conversar, infelizmente a Helena não estava naquela noite. Acredito que ele seja a mente por trás das criações do Maní, mas confesso que preferiria ela na foto. hehehe.





Em Reformas

O Supermercado Imperatriz do Beiramar Shopping fechou para reformas e promete boas novidades. Até então não tenho muitas informações, mas há quem diga que o projeto é fantástico, será uma loja conceito, diferente de tudo que existe na ilha. Os sonâmbulos da cidade, que gostam de fazer suas comprinhas de madrugada, terão de esperar que o único supermercado 24h de Floripa volte a funcionar...

Costelada em Gaspar

Os estragos das enchentes que assolaram o Vale do Itajaí há duas semanas ainda prejudicam muita gente. Mas isso não impediu que cinco amigos reunissem 110 pessoas para uma Costelada no salão de festas de uma igreja na cidade de Gaspar. Foram 250kg de costela. Quem comeu garante que a carne estava uma "manteiga". Vejam as fotos:

Enviado por: Sidnei Dierschnabel